A celulite é uma alteração muito comum da pele, especialmente nas regiões dos glúteos, coxas e quadris. Embora seja uma característica natural do corpo, algumas pessoas desejam reduzir as ondulações e depressões que podem se tornar mais evidentes ao longo do tempo.
Atualmente, existem diferentes possibilidades de tratamento para celulite, incluindo técnicas que atuam diretamente nas estruturas responsáveis pelas irregularidades da pele.
Entre elas, destacam-se a subcisão para celulite (Subcision) e os bioestimuladores de colágeno, que podem ser utilizados de forma complementar, conforme a avaliação individual.
Em Brasília, o tratamento pode ser planejado considerando o grau da celulite, a presença de flacidez, a profundidade das depressões e as características da pele de cada paciente.
O objetivo é proporcionar uma melhora progressiva da textura e do relevo cutâneo, respeitando a anatomia e as necessidades individuais.
Agende uma avaliação para conhecer as possibilidades de tratamento de celulite em Brasília.
A celulite, também conhecida como lipodistrofia ginoide, caracteriza-se por alterações no relevo da pele, que podem produzir o aspecto popularmente chamado de casca de laranja.
Ela ocorre por uma combinação de fatores relacionados à estrutura do tecido subcutâneo, à distribuição de gordura, às características dos septos fibrosos e à sustentação da pele.
Os septos fibrosos são estruturas de tecido conjuntivo que conectam a pele aos planos mais profundos. Em determinadas regiões, essas estruturas exercem tração sobre a superfície cutânea, formando depressões visíveis.
Ao mesmo tempo, o tecido adiposo localizado entre esses pontos de fixação pode contribuir para o aspecto ondulado.
Entre os fatores associados ao desenvolvimento e à intensidade da celulite estão:
Predisposição genética.
Influências hormonais.
Características da distribuição de gordura corporal.
Alterações na elasticidade e sustentação da pele.
Envelhecimento cutâneo.
Organização do tecido conjuntivo.
A celulite pode aparecer em pessoas magras, com peso adequado ou com maior quantidade de gordura corporal. Portanto, não é uma condição exclusiva de quem apresenta excesso de peso.
A subcisão para celulite, também conhecida pelo termo inglês Subcision, é uma técnica minimamente invasiva utilizada para tratar determinadas depressões da pele provocadas pela tração de septos fibrosos.
Diferentemente de procedimentos que atuam apenas na superfície cutânea, a subcisão busca atuar diretamente sobre algumas das estruturas responsáveis pelos furinhos mais profundos.
Durante o procedimento, um instrumento específico é introduzido no tecido subcutâneo para liberar, de maneira controlada, as aderências fibrosas identificadas na avaliação.
Essa liberação pode diminuir a tração exercida sobre a pele, contribuindo para suavizar determinadas depressões.
A técnica atua principalmente nas depressões delimitadas, frequentemente associadas a septos fibrosos que tracionam a pele.
Ao liberar essas estruturas, pode ocorrer uma redistribuição das forças de tração, permitindo que a superfície cutânea apresente um aspecto mais uniforme.
A subcisão não é um tratamento de emagrecimento e não tem como objetivo principal eliminar gordura localizada.
Sua indicação depende da identificação das depressões que podem responder à liberação dos septos.
Os bioestimuladores de colágeno são produtos utilizados em procedimentos estéticos com a finalidade de estimular respostas teciduais relacionadas à produção de colágeno.
O colágeno é uma proteína importante para a estrutura, resistência e sustentação da pele. Com o envelhecimento, ocorrem mudanças na organização e na quantidade de componentes da matriz extracelular, que podem contribuir para alterações na firmeza cutânea.
Alguns bioestimuladores são utilizados em protocolos de melhora da qualidade da pele e da flacidez, dependendo de suas indicações e características.
Entre as substâncias conhecidas nessa categoria estão:
Hidroxiapatita de cálcio: utilizada em determinadas formulações e indicações para promover efeitos de sustentação e bioestimulação.
Ácido poli-L-láctico: substância com ação bioestimuladora, cujos efeitos sobre o tecido podem ocorrer gradualmente.
A escolha do produto depende da avaliação profissional, da região, das condições da pele, das indicações aprovadas e das necessidades de cada paciente.
A associação entre subcisão e bioestimuladores de colágeno pode ser considerada em determinados casos porque as duas abordagens possuem objetivos diferentes.
Enquanto a subcisão atua sobre septos fibrosos responsáveis por depressões específicas, os bioestimuladores buscam promover alterações na matriz dérmica e na qualidade do tecido, conforme suas indicações.
Essa combinação pode ser avaliada principalmente quando a paciente apresenta depressões localizadas acompanhadas de flacidez ou redução da sustentação cutânea.
A escolha do melhor tratamento depende da causa predominante das irregularidades.
Em pacientes com depressões bem delimitadas, a subcisão pode ser uma alternativa a ser considerada.
Quando a flacidez da pele é um componente importante, outras técnicas voltadas à sustentação cutânea podem fazer parte do planejamento.
Já nos casos de ondulações difusas, diferentes estratégias podem ser avaliadas, pois nem todas as alterações respondem da mesma forma à liberação dos septos.
Por isso, não existe um único tratamento ideal para todos os tipos de celulite.
Uma avaliação detalhada permite identificar as características da pele e definir expectativas realistas de melhora.
O tratamento começa com uma avaliação individualizada, na qual são examinadas as áreas de maior irregularidade.
O profissional avalia a localização das depressões, sua profundidade, a presença de flacidez e as características do tecido.
Também são investigados o histórico de saúde, os medicamentos utilizados, possíveis contraindicações e procedimentos anteriores.
Após a avaliação, são identificadas as regiões que podem se beneficiar da técnica.
O planejamento considera as estruturas anatômicas e os limites de segurança do procedimento.
Quando indicada, a subcisão é realizada por profissional legalmente habilitado, em ambiente adequado e com técnica asséptica.
O procedimento pode envolver anestesia local e instrumentos específicos para a liberação controlada dos septos fibrosos.
Caso existam indicações relacionadas à qualidade ou sustentação da pele, pode ser considerada a utilização de bioestimuladores de colágeno.
A escolha do produto e o momento de aplicação dependem do planejamento individual e das indicações aprovadas.
Após o procedimento, é realizado o acompanhamento da recuperação e da evolução do aspecto da pele.
A melhora deve ser analisada ao longo do tempo, considerando a cicatrização e as respostas individuais.